5 INFORMAÇÕES ESSENCIAIS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE COMO CULTIVAR SUAS PLANTAS

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Você encontra aquela planta maravilhosa para comprar, disputa com outras 5 pessoas e paga um preço altíssimo por ela.

Então, você chega em casa e não sabe como cultivar a planta. Ela começa a perder as flores, folhas, a ficar feia, você se desespera e tenta de todas as formas fazê-la melhorar.

Água, fertilizante, sol, carinho…nada parece adiantar. Ela começa a morrer ou fica do mesmo jeito por anos.

Essa história se repete com milhares de pessoas, ocorre com você também?

Continue a leitura deste artigo para saber exatamente como cultivar suas plantas para nunca mais ter esse problema, pois você vai aprender:

  • Como escolher a planta ideal;
  • Qual o local mais adequado para cada tipo de planta;
  • A frequência de irrigação;
  • Necessidade de radiação solar;
  • Tipos de substrato.

Chega de sofrer com suas plantas!

– Escolha da planta

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Ter uma planta bonita em casa não é tarefa muito difícil, embora não seja trivial, e para conseguir esse objetivo a escolha da planta é o primeiro passo fundamental.

99% das pessoas erram exatamente aqui, na escolha. Algo aparentemente muito simples, certo?

Vou dar um exemplo prático para depois explicar melhor.

Imagine a seguinte situação: Você mora em um apartamento com 1 quarto, um banheiro e uma cozinha. Um apartamento simples, pequeno. Você deseja ter um cachorro, qual você escolheria?

  1. Fila
  2. Pastor Alemão
  3. Labrador
  4. Chihuahua

Bom, mesmo que você goste de cachorros grandes, a limitação física será um impedimento, sendo assim, a opção mais viável é escolher o Chihuahua.

Muita gente não sabe, mas com as plantas acontece a mesma coisa. Essa análise é fundamental para conseguir ter uma planta bonita.

Todas as plantas possuem necessidades diferentes. Algumas precisam de muito sol direto, outras precisam de mais sombra, algumas de um ambiente mais frio, outras de um ambiente mais quente.

Algumas plantas, como as orquídeas, dependendo do gênero, possuem necessidades de luz, água e até nutrientes diferentes. Veja mais sobre orquídeas neste outro artigo.

Portanto, antes de comprar, pesquise sobre a planta que deseja cultivar e veja se as características são compatíveis com o ambiente.

Plantas diferentes, necessidades diferentes, não se esqueça disso.

– Escolha do local adequado

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Este tópico complementa o primeiro. A escolha da planta deve ser feita a partir do local disponível para o cultivo.

É essencial que a planta seja escolhida observando-se esse aspecto.

Se você mora em um local onde não há muita incidência de luz, não escolha uma planta que precisa de muita luz solar, a menos que use luz artificial.

Caso more em um local frio, não tenha uma planta de ambiente mais quente, a não ser que tenha uma estufa para “controlar” a temperatura.

Se mora em um local cujo solo se encharca com a chuva, não tenha uma planta que não tolere encharcamento.

Quem não possui jardim em sua residência, pode utilizar vasos para plantar.

Esse local para cultivo é bem mais fácil de controlar, pois você pode mudá-lo de lugar quando quiser, molhar com eficiência e também ver facilmente se a planta necessita de mais água ou não.

No cultivo de plantas é muito importante que o vaso não acumule água para não apodrecer as raízes.

O substrato e o tipo de vaso influenciam diretamente nessa questão.

Existem diversos tipos de vasos para plantas, que podem ser bons ou ruins. Neste artigo, citaremos os mais utilizados: os de plástico e os de barro.

– Vasos de plástico: são bons para plantas jovens e plantas de pequeno porte, como violetas. Também são os preferidos das orquídeas do gênero Phalaenopsis.

É preciso um cuidado especial se os vasos ficarem expostos ao ambiente externo por muito tempo, pois são muito afetados pelas condições climáticas (sol, chuva, seca) e terão a vida útil reduzida.

Além disso, caso haja exposição excessiva ao sol, as raízes que estiverem em contato com as paredes do vaso podem se queimar.

– Vasos de barro: conseguem absorver mais umidade do ambiente externo, portanto, são ideais para plantas que necessitam de maior quantidade de água. São bons para bromélias, avencas e vários gêneros de orquídeas.

Atenção: evite os vasos de barro pintados, pois a tinta fará com que a umidade fique retida dentro dele, aumentando a possibilidade de doenças.

Você deve pensar no vaso como a roupa da planta. Por isso, ela deve ficar bem acomodada em um recipiente compatível ao seu tamanho atual.

Ou seja, não coloque sua planta em um vaso muito maior que ela. O correto é replantá-la de tempos em tempos.

A regra básica para a escolha do vaso de tamanho ideal é bem simples, para isso, deve-se observar a planta: pequenas em vasos pequenos, grandes em vasos grandes.

Atente-se ao crescimento de sua planta e mude-a para vasos de tamanhos maiores enquanto ela se desenvolve. Nunca coloque uma plantinha em um vaso grande demais.

Curiosidade

Você conhece alguma planta que dispensa vasos tradicionais para seu cultivo?

As orquídeas do gênero Vanda são um bom exemplo. Elas conseguem crescer e se desenvolver em caixotinhos de madeira, com pouco ou nenhum substrato.

Esses caixotes são os mais indicados para cultivo dessas plantas, pois deixam as raízes livres para crescerem e se desenvolverem bem. Veja a seguir um exemplo:

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Fonte: Acervo pessoal do autor

– Frequência de irrigação

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Ao contrário do que muita gente pensa, irrigar uma planta não é uma tarefa simples.

Exige observação e atenção, principalmente se você desconhece a quantidade de água necessária para cada uma.

Neste espaço, vamos abordar a irrigação simples, aquela feita em vasos, jardim, hortas, etc.

De forma geral, o principal ponto a ser observado é o substrato em que a planta está inserida.

Não há necessidade de grandes técnicas, sinta o substrato, veja se as folhas das plantas começaram a mostrar sinais de murcha, avalie a temperatura ambiente.

Junto com a frequência da irrigação é importante saber o melhor horário para fazê-lo.

Indiscutivelmente, o melhor horário é de manhã, antes das 12h. O solo estará mais frio e, consequentemente, a evaporação será menor (menos perdas).

Irrigando cedo, a lâmina de água na superfície da folha já terá secado ao final da tarde.

Isso é importante porque a umidade relativa do ar tende a aumentar a partir desse período, deixando a planta mais propícia ao desenvolvimento de doenças, caso haja lâmina de água em suas folhas.

Plantas que possuem as folhas mais grossas, como as suculentas, devem ser regadas mais ao final da tarde, mas sem exageros.

Ela consegue aproveitar melhor a água durante a noite devido a seu mecanismo fotossintético.

Alguns substratos retêm mais água do que outros, dessa forma, as plantas em substratos que não acumulam muita água devem ser molhadas com mais frequência do que aquelas em substratos que retêm muita água.

Você sabe se sua planta está em um substrato que retêm muita água ou não?

Continue lendo para saber mais sobre o assunto.

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– Necessidade de luz solar

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As plantas necessitam de luz solar, pois todas fazem fotossíntese, processo de transformação da luz solar, água e gás carbônico em energia para sua sobrevivência.

Ou seja, de forma direta ou indireta, seja muita ou pouca, todas as plantas precisam de luz solar para sobreviver.

Cada planta necessita estar exposta a diferentes quantidades de radiação para florescerem. Isso é chamado de fotoperíodo.

Em plantas como o milho, por exemplo, uma redução de 30% a 40% da intensidade luminosa, por longos períodos, pode atrasar a maturação dos grãos e, até mesmo, acarretar em queda na produção.

Então, se sua planta não floresceu, o motivo pode ser simplesmente esse.

Ela não teve horas suficientes de luz solar, horas essas que dependem da época do ano.

Plantas localizadas em ambientes mais sombreados tendem a crescer mais rápido durante a fase inicial, mas não se desenvolvem adequadamente.

Elas ficam com caules mais finos e longos, e geralmente suas raízes ficam mais curtas.

É como se elas direcionassem toda energia para o crescimento em tamanho, de forma a captar maior quantidade de luz solar.

Mais uma vez, é importante ressaltar que existem diferentes tipos de plantas, portanto diferentes necessidades de radiação solar para cada uma.

Para saber se a planta prefere mais ou menos iluminação, pesquise sobre ela.

A experimentação do local adequado pode ser fatal para a planta caso não perceba a tempo a intensidade de luz mais adequada.

Luz Artificial

A ideia de cultivar em luz artificial é muito interessante e possui muitos benefícios, como controlar a quantidade diária de luz recebida pela planta, fazendo com que ela cresça e floresça em períodos determinados.

É possível simular qualquer estação do ano, de forma a induzir diversos fotoperíodos.

Os tipos mais utilizados para isso são:

Lâmpadas incandescentes: Fornecem pouca luz azul, que é essencial para o crescimento da planta, tornando-as menos eficazes que outros tipos de lâmpadas artificiais, pois elas produzem menos iluminação, mais calor e gastam mais energia. Além disso, já não são mais comercializadas.

Lâmpadas fluorescentes: Produzem pouco calor e podem ficar próximas às plantas sem risco de queimá-las. Emitem todas as luzes do espectro, embora algumas possam emitir mais azul ou mais vermelho.

Lâmpadas LED: Possuem consumo mínimo de energia, quase não aquecem e têm vida útil maior que outros tipos de lâmpada. Além dessas vantagens, existem LEDs dual-band que emitem apenas os comprimentos de onda utilizados pelas plantas na fotossíntese (cores azul e vermelho).

Descarga de alta intensidade: São fontes de luz com elevada eficiência energética, produzem uma boa quantidade de calor, mas podem ser postas duas vezes mais distantes das plantas que as lâmpadas incandescentes, reduzindo as chances de queimadura.

– Tipos de substratos

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O tipo de substrato onde sua planta está pode ser motivo de mais ou menos trabalho para você.

Se estiver em um substrato com pouca capacidade de retenção de água, precisará ser irrigada mais vezes.

Alguns exemplos de substratos com pouca retenção de água: solos mais arenosos, argila expandida, casca de árvores (as de maior tamanho, pois quanto menor o tamanho, maior será a capacidade de retenção de água), entre outros.

Substratos com alta capacidade de retenção de água: carvão vegetal, solos mais argilosos, turfa, fibra de coco, vermiculita, etc.

Você pode misturar esses diferentes substratos para formar um mix, de forma a obter maior equilíbrio, observando os seguintes aspectos:

– Aeração: é influenciada pelo tamanho das partículas e textura dos materiais. Uma boa aeração propicia maior enraizamento e infiltração de água, pois o solo fica mais fofo, além de melhorar a locomoção dos animais  no substrato;

– Boa retenção de umidade e nutrientes: busque o equilíbrio, de forma a obter um substrato que não fique encharcado nem compacto ao irrigar;

– Boa sustentação: propicia uma boa fixação da planta para que ela se desenvolva integralmente.

Então, minha dica para você é: EXPERIMENTE.

Coloque plantas em diferentes substratos e veja em qual ela se desenvolveu mais. Faça testes.

– Dica Extra

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Já passou pela situação da planta ficar anos bem bonita e, de repente, ela simplesmente para de se desenvolver?

Isso é algo muito comum porque as pessoas não têm o costume de adubar o substrato ou trocá-lo por um novo.

Com o tempo, os nutrientes do solo/substrato se exaurem, pois a planta faz as devidas absorções, pouco a pouco, para o seu crescimento.

Apenas irrigar não faz os nutrientes voltarem, é preciso algo mais.

A fotossíntese sozinha faz a planta ficar bem, a adubação faz a planta ficar ótima.

Para os mais econômicos e sustentáveis, há a opção da adubação orgânica.

Ela dura mais tempo e não há riscos de fitotoxidez, além de ser um verdadeiro remédio para o solo.

Os benefícios da adubação orgânica poderão ser vistos tempos depois.

Produtos como as tortas de plantas, farinha de ossos, húmus de minhoca e estercos são boas opções.

Há uma opção de adubo orgânico ainda melhor, o Bokashi.

Ele melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo, proporcionando às plantas as condições ideais para o pleno desenvolvimento.

Além disso, também favorece o ambiente para que as raízes e micro-organismos se beneficiem mutuamente.

As raízes, além de absorverem nutrientes do solo, secretam substâncias nutritivas, sendo que essa secreção ocorre na rizosfera, onde os micro-organismos atuam.

Esses, por sua vez, absorvem substâncias de difícil assimilação e as transformam em substâncias assimiláveis pelas plantas, proporcionando uma nutrição equilibrada e fortalecendo a planta contra o ataque de pragas e doenças.

Conclusão

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Todos os fatores apresentados neste artigo são essenciais para o correto desenvolvimento das plantas.

É preciso entender que elas não são todas iguais, por isso os cuidados devem ser específicos para cada uma.

Se você possui dúvidas quanto às necessidades de sua planta, “escute-a”, observe os sinais ou pesquise para saber mais sobre ela, como o  habitat natural, preferências e, até mesmo, informações sobre frequência de irrigação, luminosidade ideal, tipo de substrato mais adequado, etc.

Sabendo dessas informações, você será capaz de cultivar qualquer planta.

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